segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Alberto Caeiro, um precedente.

Obra: Os irmãos Karamazov.
Autor: Fiódor Dostoiévski.
Editora 34, 3º edição, 2012/2013.

Ivan, num diálogo com Aliócha (pág. 338) diz: "Há muito tempo resolvi não entender. Se eu quiser entender alguma coisa, então trairei imediatamente o fato, e eu resolvi ficar com os fatos..."

Parte II do poema O guardador de rebanhos, de Alberto Caeiro, segunda estrofe:

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.

Temos um precedente. 

Um comentário:

  1. O mundo não pode ser compreendido, nem entendido, nem pensado, nem mesmo visto em seus fatos (quanto atrevimento meu discordar desses dois aí em cima). Quando muito pode ser vislumbrado em lumes efêmeros, que pipocam aqui e aculá no meio da escuridão.

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